A conversa sobre hormônios costuma girar toda em torno de produzir mais ou menos. Fala-se pouco do que acontece depois que o hormônio cumpriu sua função — e é aí que mora boa parte dos sintomas.
O caminho de saída
Hormônios esteroides, como o estrogênio, precisam ser metabolizados pelo fígado em etapas e depois eliminados pelo intestino. É um percurso com várias estações, e cada uma delas depende de nutrientes específicos para funcionar.
Se o fígado está sobrecarregado ou faltam esses cofatores, a eliminação fica lenta. E o que não é eliminado permanece circulando.
Onde o intestino entra
Depois de processado pelo fígado, o hormônio é enviado ao intestino para ser eliminado. Só que certas bactérias intestinais produzem uma enzima capaz de reverter parte desse processo, permitindo que o hormônio seja reabsorvido em vez de excretado.
Isso significa que disbiose e constipação não são temas apenas digestivos — eles participam diretamente do equilíbrio hormonal. É mais uma razão pela qual trato intestino como base de quase tudo.
Sinais de metabolização comprometida
O padrão costuma ser cíclico e recorrente:
- TPM intensa, com irritabilidade e sensibilidade mamária marcantes
- retenção de líquido e inchaço na segunda metade do ciclo
- acne na região da mandíbula e do queixo
- ciclos irregulares ou fluxo muito intenso
- dores de cabeça em fase específica do ciclo
- constipação associada a qualquer um dos itens acima
O que a nutrição pode fazer
Apoiar as vias hepáticas com os nutrientes de que elas dependem, garantir trânsito intestinal regular para que a eliminação aconteça de fato, cuidar da microbiota e reduzir a carga de fatores que competem pelo mesmo caminho metabólico — álcool, entre eles.
É um trabalho de terreno, não de bala de prata. E costuma ser percebido primeiro na intensidade da TPM.
Se seus sintomas hormonais são cíclicos e recorrentes, vale olhar para o caminho de saída dos hormônios — não só para a produção.
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